Paralisação da CPTM vai prejudicar ao menos 1,4 milhão

Dois sindicatos de funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decretaram greve na noite de hoje e prometem parar quatro linhas que atendem as zonas oeste, sul e leste de São Paulo, além de cidades vizinhas. Pelo menos 1,4 milhão de pessoas serão afetadas diretamente pela falta de transporte.

MÁRCIO PINHO, RENATO MACHADO E VITOR HUGO BRANDALISE, Agência Estado

31 de maio de 2011 | 23h30

Os ferroviários da CPTM estão divididos em quatro sindicatos. Os dois que optaram pela greve representam 4,5 mil funcionários - de um total de 7,5 mil - que trabalham em quatro ramais. Por isso, a greve deverá valer para as Linhas 11-Coral (Luz - Estudantes), 12-Safira (Brás-Calmon Viana), 8-Diamante (Júlio Prestes - Itapevi) e 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú).

A paralisação, no entanto, poderá não ser total caso seja cumprida a determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Decisão de hoje da desembargadora Sonia Franzini estabeleceu que 90% da operação dos dias normais funcione amanhã em horários de pico - entre 5h e 10h e das 16h às 20h - e 70% fora. A multa em caso de descumprimento é de R$ 100 mil por dia.

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Região Sorocabana - responsável pelas Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda - admitiu que pode cumprir a determinação do TRT. Mas isso dependerá de negociações com a empresa ao longo da madrugada.

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