Paralisação do metrô já afeta cinco capitais

A greve do metrô continua nesta quinta-feira em Belo Horizonte, Recife, Maceió, João Pessoa e Natal, com a possibilidade de ser acatada pelos metroviários de Porto Alegre e São Paulo, segundo informações do presidente da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), Paulo Roberto Veneziane Pasin. Contabilizando quatro dias de paralisação, os metroviários reivindicam a decisão do Governo Federal de aplicar um reajuste salarial de 0%.

GHEISA LESSA, Agência Estado

17 Maio 2012 | 12h09

De acordo com o presidente da Fenametro, os metroviários de Belo Horizonte continuam cumprindo a determinação da Justiça que obriga o funcionamento da categoria durante o horário de pico, com o objetivo de minimizar a quantidade de pessoas atingidas pela paralisação. Eles estão em greve desde segunda-feira.

A capital do Pernambuco, Recife, entrou para o movimento um dia após Belo Horizonte e segue com 100% da frota paralisada, assim como Maceió, João Pessoa e Natal. "O quadro permanece o mesmo pois o Governo Federal ainda não abriu nenhum canal de negociação com os sindicatos", afirmou Pasin ao Grupo Estado. Ele confirmou que a última reunião do sindicato com a Companhia Brasileira de Transporte Urbano (CBTU), aconteceu no dia 8. Segundo Pasin, a greve continua sem previsão de fim.

Ao ser questionado sobre o que pode acontecer, caso o Governo insista no reajuste salarial de 0%, o presidente da federação informou que os metroviários de Porto Alegre - mesmo não sendo de responsabilidade da CBTU, mas também do Governo Federal - podem aderir à paralisação, aumentando assim a quantidade de pessoas afetadas.

Com as cinco capitais brasileiras sem os trens do metrô funcionando, 500 mil usuários do transporte foram afetados, sendo 420 mil apenas de Belo Horizonte e Recife, disse Pasin.

Paralisação em São Paulo

Pasin afirmou que na quarta-feira uma reunião entre os metroviários da capital paulista e o Metrô-SP terminou sem acordo com relação ao reajuste salarial. Segundo ele, o Metrô-SP apresentou a proposta de reajuste salarial de 4,15% - aplicável ao vale refeição e cesta básica -, aumento real de 0,5% e participação nos resultados a partir de fevereiro de 2013. Para o sindicato, esses números são inaceitáveis, sendo que a categoria exige reajuste salarial de 5,13% e aumento real de 14,99%.

A greve em São Paulo está marcada, segundo o presidente do Fenametro, para 0h da próxima quarta-feira. "A única medida que pode evitar a paralisação é a negociação com o Governo. Estamos abertos para discutir o assunto com o Metrô ou com a Justiça", disse Pasin.

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