Parceiro financeiro é nó a desatar no negócio

Um dos muitos nós que Pão de Açúcar e Casas Bahia ainda terão de desatar diz respeito aos parceiros financeiros do negócio. A rede de supermercados tem como principal sócio na área o Itaú Unibanco. A cadeia varejista é associada ao arquirrival Bradesco. A principal complicação está do lado das Casas Bahia, porque mantém com o banco de Cidade de Deus relação de exclusividade.

Leandro Modé, O Estadao de S.Paulo

05 Dezembro 2009 | 00h00

O Itaú era parceiro exclusivo do Pão de Açúcar, mas desfez o negócio no fim de agosto. Pelo acordo, teve de pagar uma multa de R$ 550 milhões. Ganhou, em compensação, o direito de firmar contratos com outras empresas do setor varejista.

Por isso, a expectativa no mercado é como ficará o Bradesco a partir de agora. O diretor financeiro do Pão de Açúcar, Eneas Pestana, disse ontem que o caso ainda será estudado.

"Posso romper com o Bradesco. Dependendo da forma como isso ocorrer, tenho de pagar uma multa, que pode chegar a R$ 100 milhões", afirmou. "Não sei se vamos sair. A princípio, estamos felizes com o Bradesco." Procurado, o banco informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não se pronunciaria a respeito.

O analista de instituições financeiras da Austin Rating Luís Miguel Santacreu avalia que uma eventual multa depende do tempo de duração do contrato do Bradesco com as Casas Bahia. "Digamos que vença daqui a seis meses. O mais provável, nesse caso, seria o Pão de Açúcar deixar expirar para não ter de pagar multa", disse.

O Estado perguntou ao Bradesco e às Casas Bahia a duração do contrato, mas não obteve resposta.

O acordo entre as duas instituições foi fechado em novembro de 2004. Pelo acerto, o Bradesco se comprometia a financiar, pelo menos, R$ 100 milhões por mês na rede varejista.

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