Parece comum, mas não é

O conceito está definido por normas que estabelecem os processos que devem ser adotados para que um vinho exiba a classificação de orgânico no mercado. Por exemplo, o vinho deve ser produzido apenas com uvas cultivadas sem nenhum insumo químico - e nada de organismos geneticamente modificados (OGM).

O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2014 | 02h08

Há, no entanto, algumas concessões no uso do sulfato de cobre (antifúngico), sulfitos (conservantes) e adição de leveduras selecionadas. Como curiosidade, o Brasil não reconhece a certificação orgânica feita em outros países. Portanto, vinhos de fora do País devem certificar-se novamente no Brasil caso queiram trazer no rótulo a mensagem de vinho orgânico.

Na taça, ele é o mais próximo do vinho convencional entre todos os vinhos de bandeira verde. E isso quer dizer que, como qualquer tinto ou branco comum, pode ir do extremo de elegância ao extremo de rusticidade. Em outras palavras: na boca, não se percebe que é orgânico. A diferença é que seria feito de modo limpo, sustentável.

A variedade Monastrell mostra seu lado mediterrâneo de forma cristalina. A fruta é madura, com toques terrosos e taninos que pedem por comida. Mérito por não tentar mascarar a expressão da casta com notas de barricas de carvalho.

TARIMA ORGÂNICO 2012

Alicante / Espanha,

R$ 49 (Grand Cru)

Esqueça os vinhos verdes ácidos e diluídos. Claro que há frescor, mas acompanhado de notas florais e cítricas com alguma estrutura e textura delicada. Nitidez e estrutura são os destaques aqui.

COVELA BRANCO ED. NACIONAL AVESSO 2012

Minho / Portugal,

R$ 85 (Vino)

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.