Parlamentares tentam acordo sobre Código

Após impasse ontem, ruralistas e governistas pretendem retomar hoje a votação do Código Florestal na Comissão Mista. O único consenso é de que perder o prazo de validade da medida provisória já aprovada - que expira em 8 de outubro - seria "uma tragédia para todos". Correm contra o tempo, pois o texto ainda seguirá para a Câmara e o Senado.

DÉBORA BERGAMASCO/ BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2012 | 03h05

Por isso, membros da comissão decidiram mudar o esquema da votação prevista para hoje: a ideia é derrubar todos os destaques - diversas regras que estavam sendo decididas uma a uma - para apresentar no plenário texto único.

Durante o dia houve recuo das duas partes. A bancada do governo aceitou abrir mão de que fiscais do Ibama possam trabalhar armados. Também acordaram que a área de proteção das veredas englobará apenas as regiões que ficam permanentemente encharcadas e não as que secam durante algum período do ano.

Por outro lado, os ruralistas cederam na manutenção das matas em torno de rios intermitentes, aqueles que secam durante determinado período do ano.

Um ponto polêmico da discussão foi a proposta da senadora Katia Abreu (PSD-TO) de alterar as regras de proteção ambiental, trocando a expressão "Amazônia Legal" por "Floresta Amazônica". Se passar, boa parte de Estados como Tocantins terá regras antidesmatamento menos rígidas.

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