Remo Casilli/Reuters
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Parlamento italiano se reúne e busca saída para impasse eleitoral

Centro-esquerda teve maioria na Câmara mas não o suficiente para controlar Senado e formar governo

Reuters

15 de março de 2013 | 09h09

ROMA - O Parlamento italiano reuniu-se nesta sexta-feira, 15, pela primeira vez desde a inconclusiva eleição do mês passado, mas não há qualquer sinal de acordo para acabar com o impasse político e formar um novo governo na problemática terceira maior economia da zona do Euro.

Os partidos até agora não conseguiram encontrar uma saída para o impasse criado pela eleição, que deixou a centro-esquerda com maioria na Câmara dos Deputados, mas sem os assentos suficientes para controlar o Senado e formar um governo.

Dessa forma, um retorno precoce às urnas é a alternativa provável, causando mais incerteza e a ameaça de uma nova fase de turbulência no mercado financeiro, como a que ajudou a derrubar o governo de Silvio Berlusconi em 2011.

Tentativas do líder da centro-esquerda, Pier Luigi Bersani, de chegar a um acordo com o partido de protesto Movimento 5 Estrelas, de Beppe Grillo, foram rejeitadas. Bersani descartou a possibilidade de qualquer acordo com o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, cujo bloco de centro-direita é a segunda maior força no Parlamento.

Na quinta-feira, autoridades da centro-esquerda reconheceram que as ofertas para cooperação tinham sido rejeitadas. Mas repetiram que o grupo está disposto a fechar acordos sobre os influentes cargos de presidentes da Câmara e do Senado.

A primeira tarefa dos 630 deputados e 315 senadores presentes na sexta-feira será eleger os presidentes das Casas, que ocupam dois dos mais altos cargos de Estado e desempenham um papel central na gestão da agenda parlamentar.

Se o Movimento 5 Estrelas chegar a um acordo sobre os presidentes das Casas com o Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, pode abrir caminho para um acordo mais amplo sobre a formação de um governo.

No entanto, Grillo prometeu não apoiar qualquer governo não conduzido por seu próprio partido. Ele tem rejeitado repetidamente qualquer acordo de bastidores com os partidos tradicionais, aos quais ele responsabiliza por terem arrastado a Itália para a crise.

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