Parte da equipe econômica vê expansão do PIB em 1,7% este ano--fonte

A esperada aceleração na atividade pode não vir no ritmo que o governo quer. Parte da equipe econômica vê um crescimento econômico de 0,5 por cento no segundo trimestre e de 1,7 por cento este ano, bem abaixo da previsão oficial de 3 por cento.

Reuters

13 de agosto de 2012 | 18h48

A estimativa é inferior até à previsão do mercado financeiro apurada pelo relatório Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira, que indicou uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,81 por cento em 2012.

A projeção 0,5 por cento para o período abril-junho, revelada por um técnico da equipe econômica, se confirmada, apontará para uma leve aceleração em relação ao 0,2 por cento visto no primeiro trimestre deste ano.

O ritmo, no entanto, está aquém do que se esperava inicialmente no Ministério da Fazenda; a pasta trabalhava com uma aumento no PIB de até 0,7 por cento no período.

Para o terceiro e quarto trimestres, o cálculo aponta para um crescimento na média de 1 por cento nos dois períodos, disse a fonte. O número anterior era de 1,3 por cento e 1,5 por cento, respectivamente.

A fonte disse ainda não estar clara uma forte recuperação da economia neste terceiro trimestre. "Os números não estão sinalizando recuperação no terceiro (trimestre), ao menos não até agora", informou o técnico que solicitou anonimato, dizendo que é possível manter o otimismo de que a atividade vai girar num ritmo ao redor de 4 por cento no final do ano.

A atividade da economia braileira tem sido afetada por um quadro de menor crescimento global em meio a contínuas incertezas sobre os desdobramentos da crise internacional.

Em seu último relatório trimestral de inflação, o Banco Central reduziu a estimativa de expansão de 3,5 por cento, para 2,5 por cento. Depois disso, os ministérios da Fazenda e do Planejamento divulgaram um relatório reduzindo de 4,5 por cento, para 3,0 por cento sua previsão.

A divulgação do PIB do segundo trimestre está prevista para 31 de agosto, apesar da greve de funcionários do IBGE, responsável pelo levantamento dos dados e cálculo final.

(Reportagem de Tiago Pariz)

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