Esteban Garay/EFE
Esteban Garay/EFE

Partido conservador UDI proclama Sebastián Piñera como candidato presidencial

Ex-presidente chileno governou o país entre 2010 e 2014

O Estado de S.Paulo

25 Março 2017 | 02h28

SANTIAGO DE CHILE -  A União Democrata Independente (UDI) proclamou na sexta-feira, 24, o ex-presidente Sebastián Piñera como o candidato do partido para as eleições presidenciais do próximo 19 de novembro. 

O conselho geral do partido respaldou por unanimidade a decisão de apoiar Piñera, que na última segunda, 20, anunciou oficialmente sua intenção de se candidatar a um segundo mandato. Piñera governou o Chile entre 2010 e 2014 e disputará a Presidência após passar um par de anos dedicado a seus negócios privados, devido à lei que impede a reeleição imediata . 

"Sebastián Piñera é a pessoa que pode encarnar a liderança para tirar o país dessa estagnação", disse a senadora e presidente do partido, Jacqueline Van Rysselberghe.  

O ex-presidente conta com apoio da UDI e do Partido Regionalista Independente (PRI). Em breve, a Renovação Nacional (RN), partido pelo qual Piñera militou durante anos e abandonou para assumir a presidência, deve seguir o mesmo caminho. 

A UDI foi fundada na década de 1980 politicamente ligada ao governo de Augusto Pinochet (1973-1990) e economicamente inspirada nas ideias neoliberais de Milton Friedmand e da Escola de Chicago. 

Para converter-se no candidato da coalização conservadora "Chile Vamos", Piñera terá que medir forças com o senador Manuel José Ossandón, ex-militante da Renovação Nacional que critica o ex-presidente por suas "relações impróprias" entre política e negócios. Piñera, proprietário de várias empresas, tem uma fortuna estimada em 2,5 bilhões de dólares, segundo a revista Forbes.

Além dele, Piñera terá que competir com Felipe Kast, do partido Evópoli, que tenta ser uma versão mais moderna e progressista do pensamento conservador. Segundo as pesquisas, Piñera lidera com 25% das intenções de voto. / EFE e AFP

Mais conteúdo sobre:
ChileAugusto Pinochet

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.