Partido do governo deve vencer eleição parlamentar na Etiópia; oposição aponta repressão

Os etíopes votam neste domingo em uma eleição parlamentar que deve dar uma vitória esmagadora para o partido no poder, que se gaba de entregar um forte crescimento econômico, enquanto adversários se queixam de que os seus simpatizantes estão sendo reprimidos.

DRAZEN JORGIC E AARON MAASHO, REUTERS

24 Maio 2015 | 11h46

No poder há quase um quarto de século, a Frente Democrática Revolucionária do Povo Etíope (EPRDF, na sigla em inglês) supervisionou a transformação de uma nação que sofria com a fome e estava de joelhos após comandos comunistas para uma que agora atrai investidores estrangeiros.

Mas críticos dizem haver pouco espaço para a dissidência. O parlamento atual de 547 assentos conta com apenas um membro da oposição.

"Em muitas aldeias, nosso povo está sendo reprimido e nossos representantes estão sendo expulsos. Eles são obrigados a votar para o EPRDF," disse Bekele Nagaa, um membro da maior coalizão de oposição Medrek.

O governo nega a acusação e diz que vai coibir quaisquer violações. "De forma alguma o partido do governo tolera tal tipo de atividades", disse o ministro das Comunicações, Redwan Hussein.

O governo prometeu uma eleição livre e justa. Especialistas não esperam uma grande mudança para a oposição nesta votação, a primeira desde que o primeiro-ministro Hailemariam Desalegn assumiu o governo depois de Meles Zenawi, o rebelde que virou estadista e colocou a Etiópia no caminho para a recuperação, morrendo em 2012.

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