Partido governista do Haiti retira candidatura nas eleições

O partido governista do Haiti, sob intensa pressão internacional, afirmou na quarta-feira que concordou em retirar seu candidato do disputado segundo turno das eleições presidenciais, mas que o próprio candidato ainda não tinha se manifestado oficialmente.

REUTERS

26 de janeiro de 2011 | 21h27

A saída de Jude Celestin, candidato da coalizão Inite e protegido do presidente René Préval, permitiria que o candidato da oposição e músico popular Michel Martelly disputasse o segundo turno eleitoral.

Essa foi a recomendação dada, com forte pressão da Organização das Nações Unidas (ONU) e dos doadores ocidentais, por uma equipe de especialistas da Organização dos Estados Americanos (OEA).

O grupo contestou os resultados preliminares do caótico primeiro turno de 28 de novembro, que colocou Celestin, e não Martelly, no segundo turno. Os especialistas da OEA citaram "irregularidades" nos resultados.

Com Celestin fora, Martelly deve disputar o segundo turno decisivo com a matriarca Mirlande Manigat, quem os especialistas da OEA confirmaram como vencedora do primeiro turno, embora ela não tenha ganhado votos suficientes para vencer direto.

Ainda não há data para o segundo turno.

Celestin, no entanto, não fez nenhum anúncio público até o momento e a mídia haitiana afirmou que ele estava resistindo à pressão de seu partido e da comunidade internacional para tirá-lo das eleições.

(Reportagem de Allyn Gaestel)

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