Partido secular da Tunísia rejeita aliança com islamistas

O líder de um dos grupos seculares da Tunísia, o Partido Democrata Progressivo (PDP), disse nesta terça-feira que não quer integrar uma coalizão com o partido islâmico Ennahda, provável vencedor das eleições deste final de semana.

REUTERS

25 Outubro 2011 | 11h43

"O Ennahda pediu um governo de coalizão. Não vemos necessidade de participar", disse o líder do PDP, Najib Chebbi, à rádio Mosaique.

O Ennahda não terá assentos suficientes para formar sozinho uma maioria na Assembleia provisória da Tunísia.

O resultado oficial da primeira eleição livre na história da Tunísia deve ser divulgado nesta terça-feira, dando vitória ao Ennahda, partido islâmico moderado, e apontando uma tendência para outros países envolvidos na chamada Primavera Árabe.

O partido Ennahda disse que, segundo a sua apuração paralela, a legenda foi vitoriosa na eleição de domingo, a primeira depois da onda de rebeliões populares que começou em dezembro de 2010 na Tunísia e se espalhou a outros países da região, levando à queda dos regimes do Egito e Líbia, e causando profundas convulsões na Síria e Iêmen.

(Reportagem de Tarek Amara)

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