Partidos de extrema direita de Holanda e França não conseguem formar coalizão

Partidos de extrema direita da Holanda e da França não conseguiram formar uma frente parlamentar de oposição à União Europeia no Parlamento Europeu, disse o líder do Partido para a Liberdade holandês, Geert Wilders, em uma declaração na noite desta segunda-feira.

REUTERS

23 de junho de 2014 | 20h36

O fracasso é um golpe aos partidos, já que pode custar um montante de financiamento adicional, funcionários e tempo para discursar que só são disponibilizados quando se formam alianças partidárias multinacionais com pelo menos sete dos 28 países membros do bloco.

Um grupo rival de partidos eurocéticos, que inclui o Partido da Independência da Grã-Bretanha, do líder Nigel Farage, e o Movimento Cinco Estrelas, do italiano Beppe Grillo, conseguiu forjar uma coalizão na semana passada conquistando um desertor da Frente Nacional francesa.

No seu comunicado, Wilders disse que a cooperação com uma legenda polonesa de direita acusada de antissemitismo e misoginia é “ir longe demais” para ele, mas que espera formar uma frente parlamentar ainda neste ano.

Os partidos tinham até terça-feira para criar o grupo, cujo fracasso os posiciona como membros “não-anexados” do Parlamento.

(Reportagem de Thomas Escritt)

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