Partidos italianos seguem divididos; presidente busca saída para impasse

Os partidos políticos divididos da Itália permaneceram distantes, nesta quinta-feira, à medida que o presidente Giorgio Napolitano tenta formar um governo após a eleição do mês passado que não deixou nenhum grupo com maioria no Parlamento.

JAMES MACKENZIE, Reuters

21 de março de 2013 | 14h46

A eleição deu maioria na Câmara à aliança de centro-esquerda do líder do Partido Democrático (PD), Pier Luigi Bersani, com o partido de esquerda SEL, mas não a maioria no Senado, deixando-o incapaz de governar sem o apoio de outros partidos.

O impasse reacendeu os temores de uma fase prolongada de instabilidade na terceira maior economia da zona do euro, bem no momento em que a crise sobre os depósitos bancários em Chipre reavivou temores de um retorno da turbulência nos mercados financeiros.

O ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi repetiu nesta quinta sua demanda para que Bersani forme uma coalizão com seu bloco conservador, e para que o sucessor de Napolitano como chefe de Estado seja de centro-direita. O mandato de Napolitano termina em 15 de maio.

Essa oferta já foi firmemente rejeitada por Bersani, mas Berlusconi disse que não há alternativa.

"Há duas forças ainda em jogo, nós e o Partido Democrata, e neste momento a responsabilidade de dar um governo para o país está com nós dois", disse ele a jornalistas após reunir-se com Napolitano.

Berlusconi recebeu algum incentivo nesta quinta-feira de pesquisas de opinião que mostraram a centro-direita e a centro-esquerda empatadas na preferência da opinião pública.

Se nenhum acordo puder ser alcançado, a Itália enfrenta a perspectiva de um breve período sob um governo interino antes das novas eleições, possivelmente já em junho ou após os meses de férias de verão, em setembro ou outubro.

Com o país em profunda recessão, desemprego recorde e uma dívida de 2 trilhões de euros, que continua vulnerável ao tipo de crise do mercado financeiro vista em 2011, os líderes empresariais e os parceiros europeus estão profundamente preocupados com o impasse.

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