Joedson Alves/AE-4/5/2004
Joedson Alves/AE-4/5/2004

Pasta quer se concentrar na pós stricto sensu

Para membro do CNE, conceito original do credenciamento especial foi desvirtuado ao longo dos anos

Carlos Lordelo, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2011 | 00h00

ESTADÃO.EDU

 

O Conselho Nacional de Educação (CNE) decidiu acabar com o credenciamento especial de instituições não educacionais para a oferta de cursos de especialização porque houve um "desvirtuamento" da ideia original. A justificativa é do conselheiro Milton Linhares, um dos membros da Câmara de Educação Superior que redigiu o parecer homologado pelo MEC.

 

Segundo ele, o credenciamento foi criado em 2001 para reconhecer o trabalho de "instituições que já tinham grande tradição". "Com o passar do tempo, começou a aparecer uma enxurrada de instituições também querendo ser credenciadas, como clínicas de odontologia, academias de ginástica e escritórios de contabilidade", diz Linhares.

 

"Chegamos à conclusão de que era preciso dar uma basta, porque o que se buscava era apenas o carimbo do MEC nos certificados."

 

O conselheiro considera que o ministério "já tem trabalho suficiente" na fiscalização das cerca de 2,5 mil instituições de ensino superior.

 

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Stricto sensu. Para Linhares, o MEC não está fugindo da responsabilidade de regular a pós-graduação no País. Com o parecer, o objetivo foi centrar a preocupação na modalidade stricto sensu (mestrado e doutorado).

 

"E não na lato sensu, que é uma formação continuada. Até para deixar que o mercado reconheça as boas instituições não educacionais que oferecem cursos de especialização", afirma o conselheiro.

 

Procurado pela reportagem, o MEC não se pronunciou porque, segundo a assessoria de imprensa, não havia sido oficialmente notificado das decisões liminares.

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