Pátio Cianê não viu necessidade de escorar parede

O diretor de Operações do Pátio Cianê, Márcio Araujo, disse nesta sexta-feira que não foi constatada a necessidade de reforçar as paredes quando o telhado da antiga fábrica foi retirado, há três meses. Parte de uma parede desabou na noite de quinta-feira, causando a morte de sete pessoas.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

22 Dezembro 2012 | 08h05

Segundo ele, os engenheiros e arquitetos que acompanham a obra consideraram que a estrutura, naquele momento, estava segura. Araujo afirmou que os técnicos da prefeitura autorizaram as obras, inclusive a movimentação de terra no interior do conjunto, e acompanhavam os serviços. A prefeitura, no entanto, informou que a responsabilidade pelas obras é da empresa.

O sargento da Polícia Militar Carlos Silva Filho, que trabalhava no resgate, encontrou a própria sobrinha entre as vítimas. De início, ele não reconheceu Samantha Bianca da Conceição, de 24 anos, porque ela estava com o rosto sujo de barro. Ele levou um choque ao reconhecer o marido dela, Anderson Shendrosk, retirado ainda com vida dos escombros. Ele permanecia internado no Hospital Regional. O pai de Samantha, Samuel Vitorino da Conceição, disse que a filha, casada havia dois anos, tinha passado no vestibular e iniciaria o curso de Administração de Empresas.

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