‘Patópolis’ de Itu tem clientela VIP

Casal de franceses cria patos e produz foie gras no interior de São Paulo

Cristiana Menichelli,

19 de agosto de 2010 | 10h55

Quando se mudaram para o Brasil, em 2002, os franceses Pierre e Florense Reichart começaram uma criação de patos moulard. A ideia era fornecer foie gras, magret e confit de pato aos restaurantes de São Paulo. O negócio logo engrenou - à época, era difícil achar um fornecedor com qualidade e regularidade - e, em pouco tempo, os produtos Chez Pierre ficaram conhecidos por chefs como Erick Jacquin, Michel Darqué e Emmanuel Bassoleil.

 

 

Hoje, o casal Reichard é um dos poucos criadores de pato e produtores de foie gras no Brasil (tel. 4409-3022; e-mail: flopi@dglnet.com.br). E tem entre os clientes Pascal Valero, Yann Corderon e Renato Carione. Pierre encarrega-se pessoalmente do abate das aves, feito a cada 15 dias, e da entrega.

 

 

Num sítio de 20 hectares, em Itu, o casal cria 3 mil patos. Os filhotes chegam com 24 horas de vida, pois os patos não se reproduzem lá. Nas primeiras três semanas, ficam em um galpão e são alimentados com ração especial. Nesse estágio, pesam 36g. Quando atingem 1 kg vão para o pasto, para se alimentarem livremente. Aos três meses começa a preparação para o confinamento, com alimentação pela manhã e à tarde. Com mais fome, os patos comem mais, o que provoca o alargamento do papo. Ficam nesse regime de engorda por 15 dias, antes de serem submetidos à gavage - técnica francesa de alimentação forçada usada na produção de foie gras. A mulher de Pierre é diplomada na técnica e a executa de modo leve, alimenta os patos com milho cozido, duas vezes por dia. Em quinze dias, os patos pesam de 6,5 kg a 7 kg. No abate, Pierre entra em cena. Além do confit, do magret e do foie gras, faz terrines, cassoulet, linguiças artesanais.

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