PB investiga tortura de preso acusado de matar família

O Governo da Paraíba afastou o diretor do Presídio do Róger, em João Pessoa, Dinamérico Cardim, e mandou abrir uma sindicância para investigar as cenas de tortura praticadas supostamente por agentes penitenciários contra o presidiário José Carlos dos Santos, no interior de uma cela. As cenas de tortura foram gravadas de um aparelho celular - por alguém que estava no local da prisão - e postadas na Internet. As cenas são chocantes e mostram Santos sendo espancado na cabeça e chutado pelos supostos agentes penitenciários.

ADELSON BARBOSA DOS SANTOS, Agencia Estado

14 Julho 2009 | 20h09

Santos é acusado de ter matado cinco pessoas da mesma família, na madrugada de quinta-feira, na capital paraibana, a golpes de facão, em crime que teria sido motivado por uma briga de vizinhos. Pai, mãe e três filhos tiveram cabeças degoladas e braços e mãos decepadas a golpes de facão. A mãe estava no quarto mês de uma gravidez de gêmeos. A chacina chocou a sociedade paraibana. Outros dois filhos do casal escaparam. Um deles não morreu porque se escondeu debaixo de uma cama e viu a família ser atacada. O outro foi ferido, mas não corre risco de morte. Depois de matar toda a família, Santos foi para casa dormir. Os gritos acordaram os vizinhos, que chamaram a polícia. Ele foi preso em flagrante.

A secretária de comunicação do Governo da Paraíba, Lena Guimarães, disse que a ordem do governador José Maranhão é apurar as responsabilidades pelas torturas e punir os acusados. "Apesar da tragédia que foi a chacina, o Estado é responsável pela integridade física do autor. Por isso, o governador mandou investigar e punir os acusados", disse a secretária.

Mais conteúdo sobre:
chacina PB tortura presídio vídeo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.