PCC é uma realidade a ser enfrentada, diz secretário

Grella diz que o Estado já recorreu da decisão judicial que negou a transferência de presos da facção para o RDD

CARLA ARAÚJO, Agência Estado

14 Outubro 2013 | 13h13

SÃO PAULO - O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, afirmou que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) é uma "realidade que tem de ser enfrentada". "É o que nós estamos fazendo para garantir a normalidade (na área segurança pública)", afirmou nesta segunda-feira, 14, após se reunir com o governador Geraldo Alckmin e com a cúpula de segurança do Estado, a fim de discutir recentes informações publicadas pelo Estado sobre as ações do grupo.

Ao final do encontro, Alckmin afirmou que apoia a transferência dos líderes do PCC para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Segundo Alckmin, as denúncias de que advogados e familiares servem de mensageiros a líderes da facção que estão presos não impedem automaticamente as visitas aos presos. "As visitas estão previstas em lei. Para esses casos existe justamente o RDD", disse, ressaltando que é preciso ter autorização judicial. "Sem autorização da Justiça, o preso não pode ser colocado no RDD. Nós fizemos as prisões de segurança máxima justamente para que os líderes de facções criminosas tenham isolamento", reforçou.

As transferências de líderes do PCC costumam ter provocar represálias da facção. Após investigação revelada pelo Estado na sexta-feira, 11, o Ministério Público Estadual pediu a prisão de 175 integrantes do PCC e a transferência de 35 presos para o RDD. A medida foi parcialmente negada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Grella afirmou que respeita a decisão judicial, mas que o Estado já recorreu. "Nutrimos a esperança de que o tribunal possa rever e decretar as preventivas e o RDD." Grella deve receber oficialmente nesta terça-feira, 15, os documentos completos da investigação do Ministério Público Estadual.

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