PCC tinha hotel para abastecer presídios com drogas

A facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) mantinha um hotel de fechada em Guareí, na região de Sorocaba, para abastecer de drogas os presídios do interior de São Paulo. Uma operação das polícias Civil e Militar, encerrada na manhã de ontem (28), resultou na prisão de 17 integrantes da quadrilha. O hotel funcionava como base do esquema. Mulheres de presos se hospedavam no local e eram usadas para entrar com a droga nos presídios. Cocaína, crack e maconha eram acondicionados em cilindros plásticos que elas levaram no interior da vagina durante as visitas. A operação mobilizou 75 policiais civis e militares. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em casas e estabelecimentos da cidade. No hotel e numa das casas, foram apreendidos dois quilos de cocaína pura, 1,5 quilo de maconha, 120 pedras de crack, 15 celulares, dois revólveres calibre 38, uma espingarda e munição. Havia também balanças de precisão, radiocomunicadores, capuzes e aparelhos eletrônicos usados provavelmente para comunicação clandestina. A polícia chegou à quadrilha depois de prender um agente penitenciário que levava celulares e carregadores para o interior de um presídio. O agente foi monitora em conversas com presos de várias unidades prisionais. Os policiais descobriram que o esquema de tráfico nas penitenciárias era comandado por Walmir Francisco Pereto a partir de Salvador, na Bahia. Pereto era dono do hotel de Guareí e tinha ligações com a cúpula do PCC em São Paulo. Uma equipe viajou até a Bahia e o prendeu. Os detidos foram autuados na Delegacia Seccional de Itapetininga por tráfico de drogas, associação para o tráfico e formação de quadrilha. Eles foram levados para cadeias da região.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agencia Estado

28 de outubro de 2007 | 18h44

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