PDT libera deputados sobre valor do salário mínimo

Dizendo não temer qualquer retaliação por parte do governo, o PDT decidiu nesta quarta-feira liberar seus deputados para votarem no valor do salário mínimo que considerarem melhor.

REUTERS

16 de fevereiro de 2011 | 13h59

O partido não aceitou a pressão do Executivo e do seu presidente licenciado, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para votar nos 545 reais propostos pelo governo.

"Há uma posição majoritária de liberação. Ou seja, o partido liberaria a bancada a fim de que cada um deputado votasse em respeito a sua opinião e consciência", disse o presidente interino do PDT, Manoel Dias.

A votação da política de reajuste do salário mínimo até 2015 e o valor de 545 reais para este ano, que ocorre nesta quarta, será o primeiro teste da administração Dilma Rousseff no Congresso.

Para o governo, o valor respeita a regra de reajuste pela inflação de 12 meses mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes e é o máximo que as contas públicas podem arcar.

O Palácio do Planalto conseguiu o apoio de todos os partidos aliados em torno de sua proposta, menos do PDT, que sofre forte influência da Força Sindical, presidida por Paulo Pereira da Silva, deputado da legenda.

Questionado sobre como votaria a bancada, o líder dos pedetistas na Câmara, deputado Giovanni Queiros (PDT-PA), disse que não tinha como prever. "É difícil avaliar isso. Há um empate técnico aí". Na terça, ele afirmara que a legenda estava majoritariamente a favor de um aumento dos atuais 510 reais para 560 reais.

Ele afastou ainda a possibilidade de retaliações contra o PDT ou contra o ministro Lupi. "Nós em nenhum momento identificamos origem de qualquer ameaça. Até porque sob ameaça a bancada votaria unanimemente contra a proposta do governo. Qualquer ameaça de onde viesse e de quem viesse", disse Queiroz.

(Por Jeferson Ribeiro; edição de Alexandre Caverni)

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