Pecuarista deve procurar corretora

Só é possível ao criador entrar na BM&F por meio de uma empresa do gênero, de preferência especializada em pecuária

O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2007 | 04h16

Além da questão de ter todas as despesas contabilizadas, outra recomendação para quem quer comercializar a produção no mercado futuro é ter dinheiro em caixa. A quantia, porém, é difícil de ser determinada, pois varia conforme as oscilações diárias de mercado (ajustes), diz o corretor Leandro Bovo, da Credit Suisse Hedging-Griffo.Outra parte do dinheiro é usada para a margem de garantia, que corresponde a um ''''seguro'''', que garante que o contrato será honrado. Bovo explica que a margem de garantia é cobrada por lote e equivale, em média, a R$ 950. Alguns bancos oferecem linhas de crédito específicas para o financiamento de ajustes no mercado futuro.As operações na bolsa são possíveis apenas por intermédio de corretoras vinculadas à BM&F. Por isso, o primeiro passo é procurar uma corretora. ''''Fazer o cadastro na corretora é como abrir uma conta em banco'''', compara o criador Rogério Goulart.Para o pecuarista Marcos Reinach, é importante trabalhar com um corretor especializado em agropecuária. ''''Operar na bolsa todas operam, mas nem todas são especializadas.'''' Na corretora, o criador tem acesso a informações como preços de mercado físico, escalas de abate nos frigoríficos e condições climáticas. ''''A obrigação do corretor é ficar atento a toda informação relativa ao mercado'''', diz Bovo.CONTRATONa BM&F, o valor mínimo a ser negociado é de um lote, ou contrato. Para boi gordo, um contrato corresponde a 330 arrobas, ou 20 bois de 16,5 arrobas cada. ''''Para o produtor ter noção, um lote corresponde a um caminhão de boi'''', diz o criador Goulart.Pelo contrato, o bovino deve ser macho, castrado, bem acabado (carcaça convexa), criado em pasto ou em confinamento, e apresentar peso mínimo de 450 quilos e máximo de 550 quilos. A idade máxima especificada é de 42 meses.INFORMAÇÕES: www.bmf.com.br

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