David Mercado/Reuters
David Mercado/Reuters

Pecuaristas devem tentar segurar oferta de gado

Frigoríficos aumentaram escalas de abate e preços da arroba recuaram, o que afastou produtores dos negócios

Alexandre Inacio, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2009 | 02h22

Diante da queda dos preços do boi gordo nos últimos dias, a semana começou com restrita oferta de gado pelos pecuaristas. A estiagem que atingiu algumas regiões de Mato Grosso do Sul obrigou produtores a vender o gado por causa da falta de pastagem, permitindo que os frigoríficos elevassem as escalas de abate. A pressão de oferta fez com que as cotações da arroba recuassem, mas ao mesmo tempo afastou os pecuaristas dos negócios, principalmente no fim da semana passada.

O resultado foi percebido tanto no mercado físico quanto no mercado futuro. O indicador de preço Esalq fechou a sexta-feira passada em R$ 77,78 a arroba, acumulando desvalorização de 1,27% na semana. Na BM&FBovespa, os contratos com vencimento em maio terminaram a semana passada cotados em R$ 77,55 a arroba, com alta de 0,45%. No acumulado de sete dias, porém, as perdas foram de 0,17%.

RECUPERAÇÃO

A pressão de aumento da oferta de boi gordo deve diminuir esta semana, pois voltou a chover em Mato Grosso do Sul. A expectativa é a de que as pastagens tenham recuperação, mesmo que de forma moderada, favorecendo a retenção do gado. Além disso, os preços baixos oferecidos pelos frigoríficos afastaram os produtores, que reduziram a oferta de animais, especialmente em regiões onde o pasto foi menos prejudicado pela estiagem, como em Tocantins e no Pará. Com isso, o mercado nos próximos dias deve apresentar oferta reduzida de boi gordo em algumas praças e grandes frigoríficos comprando o mínimo necessário.

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