Pecuaristas devem tentar segurar oferta de gado

Eucalipto doente recisa de adubo

O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2009 | 02h22

Tenho sítio de 24 hectares onde plantei eucalipto citriodora. Tenho notado, porém, que algumas plantas estão secando no meio do caule; depois, a planta resseca e surge um líquido preto. O que é e como combater o problema?

Joelson Bonjolo

Lins (SP)

Os sintomas descritos indicam que as plantas estão com a seca de ponteiros, que pode ser causada pela falta de boro, associada a um fungo (Dothiorella), diz o professor da área de Patologia Florestal da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp de Botucatu (SP), Edson Luiz Furtado. "O leitor deve, primeiro, corrigir o solo com adubação de NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) mais boro, na quantidade de 50 gramas por planta", recomenda Furtado. Outra sugestão é fazer a poda das plantas a 5 centímetros abaixo da área lesionada. "E tratar o ferimento provocado pelo corte dos ramos com um produto à base de cobre, na proporção de 5 gramas para 1 litro de água." O ideal é repetir esta operação de poda uma vez por mês e a adubação, duas vezes por ano. "Deve-se fazer isso até os sintomas desaparecerem", diz, acrescentando que a universidade está trabalhando no desenvolvimento de plantas resistentes a esta doença. "Creio que, em três anos, teremos sementes resistentes de eucalipto citriodora." Furtado é o coordenador do recém-lançado livro Doenças do eucalipto no Brasil, cujo objetivo é facilitar a identificação dos sintomas de doenças do eucalipto pelo produtor. Unesp, tel. (0--14) 3811-7100.

linkAgrônomo ensina a fazer análise de solo

Tenho uma propriedade em Itapuí (SP), com quintal de 100 metros quadrados, onde cultivo um pequeno pomar. A área tem recebido apenas adubação empírica e está com aspecto cansado e ressequido. Como faço análise de solo? Como elimino ervas rasteiras?

Ennio Botton

enniobotton@gmail.com

O engenheiro agrônomo Silvio Roberto Penteado, especialista em agroecologia, explica que é recomendável fazer a análise de solo para possível correção. Para recolher a amostra, ensina ele, o ideal é coletar terra de quatro a cinco pontos da área citada, na profundidade de 20 centímetros, tirando uma fina camada de terra do perfil. Colocar numa vasilha limpa e misturá-las. Separar em torno de 1 quilo, colocar num saco plástico limpo e enviar para análise. No site http://lab.iac.sp.gov.br há uma lista de laboratórios que fazem análise de solo. Caso o leitor não tenha condições de fazer a análise em laboratório, a dica do agrônomo é aplicar 200 gramas de calcário por metro quadrado do terreno, distribuindo sobre a terra e misturando com uma enxada. No caso do leitor, que tem 100 metros quadrados, será preciso 20 quilos de calcário (de preferência calcítico). Quanto às ervas rasteiras, Penteado diz que estas plantas que surgem no terreno são "a pele" do solo, pois protegem contra erosão, que levam embora os nutrientes e o deixam com um aspecto cansado e extremamente ressequido, como o leitor relatou na carta. Dessa forma, nas regiões tropicais e semitropicais, como temos no Brasil, a insolação, as chuvas e o vento, que são mais fortes nestas regiões, causam esses prejuízos para os terrenos descobertos, que não estejam protegidos na sua superfície com matéria orgânica ou ervas nativas. O recomendável é manter o solo sempre coberto, seja com cobertura morta, ou seja, matéria orgânica (palhas picadas ou capins secos) ou com ervas rasteiras roçadas constantemente, ou com plantas de cobertura permanente, como gramas ou forrações. A exceção deve ser junto à projeção da copa das frutíferas, onde deve-se manter uma coroa livre de ervas concorrentes. Tel. (0--19) 3232-1562 ou site www.agrorganica.com.br.

linkLeitor procura criador de galos músicos

Estou à procura de galos músicos, da raça totenko, que é a que tem o canto mais bonito. Não encontro, porém, criadores. Vocês podem dar alguma dica?

Tiago B. Covre

tiagocovre@yahoo.com.br

É difícil encontrar criadores de galos músicos, principalmente que criem a raça totenko, japonesa, que tem porte menor e cauda mais longa, informa o criador Raul de Almeida Prado, de Itu (SP). Segundo ele, há poucos criadores e não existe no País associação que represente os criatórios. Prado possui uma rara criação de galos músicos, mas seus exemplares são da raça músico nacional, originária da Alemanha. Segundo Prado, o canto de um galo comum dura entre 3 e 5 segundos; o de um galo músico, de 20 a 30 segundos. E-mail: raul@fazendacapoava.com.br.

linkVeterinário dá dicas para eliminar berne

Gostaria de saber se posso aplicar nos meus cachorros 1 mililitro de remédio contra carrapatos, vermes, bernes e pulgas indicado para bovinos e equinos. Conheço pessoas que assim o fazem, mas temo que isso possa gerar nos cães outras doenças no futuro. Já usei vários produtos, fiz a higienização, mas nada resolveu o problema definitivamente.

Ana Beatriz Jesus

biajesus@yahoo.com.br

O médico veterinário Eduardo Fava Schmidt, do Hospital Veterinário Rebouças, diz que, provavelmente, o medicamento citado pertence ao grupo das ivermectinas injetáveis que não possuem registro para uso em cães. "Isso se deve aos riscos - incluindo o de morte - que o produto traz para cães, especialmente para os da raça collie e outros de focinho longo." Só um veterinário pode autorizar o produto. O controle de pulgas, carrapatos e bernes é muito mais eficiente se forem usados medicamentos específicos, de baixíssima toxicidade. "Para pulgas, os inibidores do crescimento, que impedem que de um ovo surja uma pulga, são eficientes." Para carrapatos, carrapaticidas e a adoção, se possível, da vassoura de fogo são eficazes. "Para o controle dos ovos, borrife vinagre." Para evitar bernes, a dica é controlar o acesso de moscas ao local, mantendo-o limpo (moscas domésticas carregam os ovos da mosca berneira). "Vale lembrar que o controle de berne com ivermectina causa abscessos pela não expulsão da larva, sendo esta mais uma contraindicação ao seu uso." Tel. (0--11) 3062-3011.

linkHortelã gosta de solo rico em nutrientes

Tenho uma pequena plantação de hortelã na minha casa, mas, depois de algum tempo, as plantas ficam feias e somem. Depois de algum tempo, elas nascem de novo. O que devo fazer para ter a plantação de hortelã sempre bonita e em abundância?

Luciana Sabbag

lucsabbag@yahoo.com.br

A herborista Silvia Jeha, do Viveiro Sabor de Fazenda, diz que a hortelã gosta de solo rico em matéria orgânica, bem adubado e úmido. Se faltar água, ela pode morrer. Outra característica é que a hortelã precisa ser podada, e a poda deve ser radical. Para saber o momento certo da poda, deve-se observar se os galhinhos estão compridos e as pontas com folhas pequenas. Com uma tesoura, corte os galhos rentes ao solo e coloque por cima terra bem adubada com húmus de minhoca ou algum adubo orgânico. Em poucos dias ela rebrotará. "É só ter paciência e não ter dó de podar." Outra dica: a hortelã não suporta ser plantada com outra erva, sobretudo do mesmo gênero (Mentha), como poejo, hortelã pimenta, hortelã portuguesa e menta. "A hortelã é uma bastante invasora e mata ou morre se estiver com alguma vizinha." Quanto à luminosidade, um período de sol de cinco horas por dia é suficiente. Tel. (0--11) 2631-4915.

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