Pedida prisão preventiva de acusada de envenenar bolo

Alzira está presa temporariamente desde o dia 7 na cadeia de Indaiatuba

Tatiana Favaro, Agencia Estado

17 de março de 2008 | 16h02

A Polícia Civil de Campinas, a 95 quilômetros de São Paulo, pediu nesta segunda-feira, 17, à Justiça a prisão preventiva da auxiliar de limpeza Alzira Celestino de Afonso, de 46 anos. Principal suspeita de ter envenenado um bolo dado a quatro crianças, com idades entre 9 e 12 anos, no dia 5, Alzira está presa temporariamente desde o dia 7 na cadeia de Indaiatuba, a 102 quilômetros de São Paulo. O prazo da prisão temporária termina na sexta-feira.As quatro crianças ficaram hospitalizadas após comer um bolo de chocolate envenenado com raticida, mas já receberam alta e passam bem. A utilização do veneno na cobertura do bolo foi identificada em exames do Instituto de Criminalística (IC) de Campinas. O princípio ativo, o carbofuran, é um pesticida muito eficaz.O delegado do 9º Distrito Policial, Cássio Vita Biazolli, teve acesso hoje ao laudo do exame grafotécnico feito pelo IC. O teste foi solicitado porque junto com o bolo havia um bilhete destinado a uma das crianças. "Ficou comprovado que a caligrafia do bilhete é a de Alzira", afirmou. "Por isso pedimos a prisão preventiva, até a instrução do processo, para evitar fuga." Em dois depoimentos e na presença de seu advogado, Baiana, como é conhecida, negou o crime.Em diligência feita na casa da suspeita, a polícia encontrou vários tipos de venenos, submetidos a análise. O delegado disse ainda que os depoimentos de duas testemunhas que trabalham em uma empresa de entregas também contribuíram para reforçar as suspeitas sobre Alzira.

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