Pedido fim de sigilo de juíza suspeita em caso de tráfico

O procurador José Edivaldo Rocha Rotondano, titular da Procuradoria de Justiça Criminal do Ministério Público Estadual da Bahia, deu entrada hoje com o pedido de quebra de sigilos fiscal, bancário e telefônico da juíza Olga Regina Santiago Guimarães e de seu marido, Balduíno Santana, investigados por suspeita de envolvimento com o narcotraficante colombiano Gustavo Duran Bautista. O colombiano foi preso em agosto, no Uruguai, ao ser flagrado com 485 quilos de cocaína pura. A magistrada, que continua trabalhando normalmente, nega as acusações. "Com o pedido, queremos apurar a realidade dos fatos, para dar uma resposta à sociedade", afirma Rotondano. "A população precisa confiar no Poder Judiciário."O CasoBautista mantinha na Bahia uma fazenda de produção de frutas e uma empresa de importação e exportação de alimentos. Segundo investigações da Polícia Federal, a operação maquiava o transporte de cocaína para o exterior. O esquema havia sido descoberto pela PF em 2001, mas os principais acusados - entre eles Bautista - foram inocentados da acusação de tráfico pela juíza. Gravações telefônicas feitas pela PF com a autorização da Justiça, porém, mostraram conversas entre Olga, Santana e o narcotraficante. Nelas, Olga afirma que está "tudo ok" com os antecedentes de Bautista e Santana negocia entrega de dinheiro por parte do traficante.

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