Pedro Fadul aposta na rejeição a adversários para conquistar votos

Empresário disputa pela segunda vez a Presidência do Paraguai.

Marcia Carmo, BBC

18 de abril de 2008 | 20h15

O empresário Pedro Fadul, do Pátria Querida, partido que ele próprio fundou, chega às eleições deste domingo no Paraguai tentando conquistar os votos daqueles que rejeitam os outros três candidatos.Quarto colocado nas pesquisas de intenção de voto, Fadul aparece atrás do ex-bispo católico Fernando Lugo, da candidata governista Blanca Ovelar e do general da reserva Lino Oviedo. "Antes, os candidatos saíam das Forças Armadas. Agora, saem do Ministério da Educação", disse Fadul no último debate da campanha, realizado na quinta-feira.A observação é uma referência ao histórico do Partido Colorado, que está há 61 anos ininterruptos no poder, e à sua candidata, que foi ministra da Educação do atual governo do presidente Nicanor Duarte Frutos. "O eleitor deve saber que Lugo dorme com o inimigo", afirmou Fadul no mesmo debate, ao citar a aliança política do ex-bispo com o tradicional Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), de centro-direita. O PLRA é o principal aliado da coalizão de Lugo, a Aliança Patriótica para a Mudança (APC, na sigla em espanhol), que inclui movimentos sociais de esquerda. TrabalhoFormado em ciências contábeis, com um MBA numa universidade americana, Fadul disputa a Presidência do Paraguai pela segunda vez. O candidato tem defendido o respeito à propriedade privada e às instituições como base para atrair investimentos, além de prometer "trabalho, trabalho, trabalho". Na reta final da campanha, ele insistiu que os problemas do Paraguai são do Paraguai."Não adianta querer culpar a soja, o Brasil ou quem seja. Os problemas e as soluções devem ser nossos", disse o candidato no último debate. PesquisasAs pesquisas de opinião divulgadas até o fim de semana dão a Fadul cerca de 3% das intenções de voto. Nesta semana, jovens que apóiam Lugo enviaram uma carta ao empresário sugerindo que declarasse seu apoio à candidatura do ex-bispo, no que chamaram de "um voto útil".No entanto, Fadul negou esta possibilidade, em entrevista ao programa "Contas Claras", da emissora de televisão Cerro Corá. "Estamos trabalhando há oito anos com propostas que podem fazer nosso país mais respeitável. Por isso, não está nos nossos planos esse tipo de voto útil", disse Fadul.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.