Pela 3ª vez, Anac reduz limite de vôos em Congonhas

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai determinar, pela terceira vez em quatro meses, a redução no número de pousos e decolagens no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Desde o acidente com o Airbus da TAM, em 17 de julho, o terminal estava limitado a 33 operações por hora. A partir de 21 de dezembro, por recomendação da Aeronáutica, o máximo permitido será de 30 movimentos, sendo 28 para a avião regular e 2 para a aviação geral (táxi aéreo e jatos executivos). Além das restrições operacionais, as empresas aéreas também serão obrigadas a configurar as aeronaves para pista molhada, mesmo que o tempo esteja seco. Isso fará os aviões terem de voar com peso reduzido, uma vez que a operação em dias chuvosos requer pistas mais extensas. As autoridades dizem que as medidas vão reforçar a segurança e, ao mesmo tempo, ajudarão a aliviar os atrasos provocados pela concentração de vôos .O tema é controverso. Em 1998, quando a frota da aviação civil brasileira era de 10.178 aeronaves, o aeroporto da capital chegou a absorver 64 operações por hora nos períodos mais movimentados - embora o limite estivesse fixado em 54. Agora, com um total de 11.303 aeronaves registradas no País, o limite será reduzido a menos da metade. ?Poderíamos passar o dia discutindo os motivos de mais essa mudança, mas, tecnicamente, não chegaríamos a uma conclusão?, protesta o diretor executivo da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), Adalberto Febeliano. ?Para nós, as novas regras serão benéficas, uma vez que teremos direitos aos slots (autorização de pouso ou decolagem) de oportunidade, que haviam sido vetados após o acidente com o Airbus da TAM.?Na reunião de ontem em Brasília, o brigadeiro Allemander Pereira - único diretor em atividade na Anac - aproveitou para mandar recados às empresas. Disse que a ?infra-estrutura aeroportuária está dada? e não adianta as companhias pressionarem por mudanças no curto prazo. Garantiu ainda que a segurança estava restabelecida. O encontro de ontem foi conduzido pelo brigadeiro Allemander, embora a economista Solange Vieira - apontada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, como futura presidente da agência - também estivesse presente. No início desta semana, o ministro reafirmou que Solange assumirá o cargo em breve. Mesmo após a saída do ex-presidente da agência, Milton Zuanazzi, Jobim ainda não encaminhou o nome dela ao Palácio do Planalto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE, Agencia Estado

23 de novembro de 2007 | 09h33

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