Pelo menos 14 mortos em ataques à sede da inteligência do Iêmen

Supostos militantes islâmicos mataram pelo menos 14 soldados e guardas de segurança iemenitas, e feriram outros sete neste sábado, em um ataque com granada à sede do serviço de inteligência do país, na cidade portuária de Áden, afirmou o Ministério da Defesa.

Reuters

18 de agosto de 2012 | 11h49

Os Estados Unidos têm ajudado muito o Iêmen, a fim de conter ameaças de ataques do grupo Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP, na sigla em inglês), e de tentar evitar qualquer transbordamento da violência para a vizinha Arábia Saudita, maior exportadora mundial de petróleo.

No ano passado, uma ofensiva apoiada pelos EUA expulsou uma ramificação da al Qaeda, Ansar al-Sharia (partidários da lei Islâmica) de cidades que haviam sido tomadas em um levante contra o ex-presidente do país, Ali Abdullah Saleh.

No ataque deste sábado, testemunhas dizem que os militantes atiraram com lança-granadas no prédio de três andares do serviço de inteligência, quebrando janelas, e ateando fogo ao edifício.

"A operação parece ter sido bem planejada", disse uma fonte do serviço de segurança local. Ele disse acreditar que os agressores pertenciam à al Qaeda.

Ele disse que os militantes pararam o veículo que dirigiam na frente ao prédio adjacente de um canal de televisão, explodindo um dos carros de segurança que guardavam o local, e então abriram fogo sobre a sede da inteligência antes de fugirem.

Supostos militantes têm realizado uma série de atentados suicidas contra alvos militares e de segurança desde junho, atacando a academia de polícia de Sanaa, assassinando o comandante da região sul, e em uma tentativa de assassinato de um líder tribal aliado ao exército.

Washington respondeu aumentando seus ataques aéreos ao AQAP, responsável por vários ataques frustrados aos EUA, incluindo a tentativa de explodir um avião sobre Detroit no dia de Natal em 2009.

(Reportagem de Mohammed Mukhashaf)

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