Perito não oficial diz que moto aquática era pilotada

O perito contratado pela família da menina Grazielli Almeida Lames, de 3 anos, atropelada e morta por uma moto aquática no dia 18 de fevereiro, na praia de Guaratuba, em Bertioga (SP), contestou as afirmações do perito oficial do inquérito, de que o equipamento andava sozinho, quando atingiu a menina. A contestação foi feita pelo perito Jean Pierre Frederico, na manhã desta terça-feira, na mesma praia de Guaratuba. Uma boneca, com as mesmas características de Grazielli, pesando 15 quilos e com 98 centímetros de altura, foi utilizada no trabalho.

ZULEIDE DE BARROS, Agência Estado

20 Março 2012 | 20h58

"Se a moto estivesse sem condutor, ela teria caído antes de atingir a menina", afirmou o perito, que é piloto profissional. Todo o trabalho foi acompanhado de perto por um engenheiro mecânico, que analisou toda a dinâmica do equipamento. O percurso da moto aquática durou exatamente 1 minuto e 58 segundo, até atingir a boneca que, como Grazielli, encontrava-se na beira d''água. Um dos tios da garota, Zildoar de Lames, disse que com esta simulação, a família espera por justiça e também para que novos acidentes não venham se repetir naquela praia.

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