Pernambuco adere à greve nacional mesmo com piso

Mesmo recebendo o piso salarial da categoria - de R$ 1.451,00 - 85% dos professores da rede estadual de Pernambuco aderiram à greve pelo cumprimento da lei nacional do salário base, deixando cerca de 700 mil do total de 830 mil alunos das escolas estaduais sem aulas. A estimativa é do Sindicato dos Trabalhadores na Educação de Pernambuco (Sintepe). Segundo seu presidente, Heleno Araújo, a luta nacional não é unicamente pelo piso, mas pelo repasse de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional para a educação.

ANGELA LACERDA, Agência Estado

14 Março 2012 | 16h06

Ele destaca que a categoria também luta para que a correção salarial continue adotando como base de cálculo o custo aluno/ano do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb). "Há um movimento de governadores, que inclui Eduardo Campos, de Pernambuco, e prefeitos, para que esta correção seja feita com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)", afirmou ele, ao frisar que isso seria prejudicial ao professor. "Em 2011, o reajuste do piso foi de 22,22%, mas teria sido de 6,5% caso a base fosse o INPC".

O secretário estadual de Educação, Anderson Gomes, não vê motivo para a paralisação e anunciou que os professores grevistas terão os dias descontados nos salários. Ele afirmou que Pernambuco aderiu ao piso nacional do professor desde a sua aprovação e que nos últimos dois anos houve um ganho real salarial de 40% em toda a rede estadual. "O valor absoluto do salário ainda é baixo, mas esta é outra questão", afirmou, ao considerar a paralisação "inconcebível". De acordo com o Sintepe, os professores de escolas municipais de pelo menos 28 municípios pernambucanos também pararam em apoio ao movimento nacional.

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