Perspectivas favoráveis para veículos

Na primeira quinzena de dezembro foram licenciados 124,8 mil automóveis e veículos comerciais leves, segundo a Fenabrave, o que permite prever para o mês todo dados iguais ou maiores que os de novembro. A demanda está aquecida, com atrasos nas entregas, e, para 2010, a associação das montadoras (Anfavea) prevê novos recordes, com vendas de 3,4 milhões de veículos.

, O Estadao de S.Paulo

24 Dezembro 2009 | 00h00

Em novembro os resultados da produção (282,6 mil veículos) e das vendas (206 mil veículos novos nacionais) foram recordes para o mês. Sazonalmente, o mês é mais fraco do que outubro, mas, no período de janeiro a novembro, foram licenciados 2,84 milhões de veículos, 8,5% mais do que nos mesmos meses de 2008. Em 2009 as vendas deverão atingir 3,11 milhões, mais 10,3% sobre 2008.

A crise, em 2008, distorceu a comparação entre os últimos bimestres de 2008 e 2009. Em novembro do ano passado foram vendidas apenas 151,4 mil unidades de veículos nacionais. Uma comparação melhor, com novembro de 2007, mostra ligeiro crescimento em 2009.

O aumento das vendas foi estimulado pela oferta de crédito, ao custo médio de 2,57% ao mês (35,6% ao ano), o menor da série histórica iniciada em 1995, ante 2,61% ao mês (ou 36,2% ao ano), em outubro, segundo dados da Anefac. É um custo financeiro inferior ao da média das linhas de crédito de varejo.

Outro fator de estímulo foi a queda de preços de importados, beneficiados pelo câmbio desvalorizado. Comparando os primeiros 11 meses de 2008 e 2009, as vendas de importados cresceram 25,6%. Em novembro a alta foi de 73% em relação a novembro de 2008.

O câmbio desvalorizado tem duplo efeito negativo: facilita a venda de importados e dificulta as exportações, que caíram 38,8% em quantidade e 44,1% em valor, comparando os 11 meses de 2008 e 2009.

O otimismo das montadoras se deve tanto ao crescimento do mercado brasileiro neste ano, ao contrário do que ocorreu na maioria dos mercados onde atuam suas matrizes, como à perspectiva de um cenário favorável no ano que vem.

Mesmo a produção de veículos, em 2009, deverá superar a de 2008 (3,21 milhões de unidades, inclusive CKD), ante as projeções de uma queda de 5%, como se estimava em julho.

Sem novos problemas globais e com a economia brasileira crescendo acima de 5%, um crescimento de 10% em 2010 poderá estar sendo subestimado.

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