Peru fecha acordo de livre comércio com Coreia do Sul e Japão

O Peru deu outro grande passo para a conquista de novos mercados ao chegar a um acordo nas negociações para livre comércio com a Coreia do Sul e o Japão, afirmou nesta segunda-feira o presidente peruano Alan García.

REUTERS

15 de novembro de 2010 | 18h27

As negociações com ambos os mercados duraram mais de um ano e incluem a lista de tratados do Peru com gigantes como Estados Unidos e China, com o objetivo de estimular as exportações do país sul-americano.

"A Coreia (do Sul), que se prepara para crescer 6 por cento este ano, é um país que evidentemente possui recursos para realizar os investimentos que necessitamos", disse García durante coletiva de imprensa em Seul, segundo reportagem da agência estatal de notícias peruana Andina.

Embora o comércio bilateral seja mínimo, os investimentos coreanos no Peru têm crescido nos últimos anos principalmente em setores como o de energia, no caso da companhia SK Energy, que possui participação nas exportações da maior reserva de gás natural do país andino.

Enquanto isso, o chamado Acordo de Associação Econômica (AAE) entre Peru e Japão permitirá que a nação sul-americana ingresse neste mercado com 100 por cento de exportações, afirmou o ministro peruano de Comércio e Turismo, Eduardo Ferreyros.

"Será possível que produtos do Peru entrem no mercado japonês com alguma preferência", acrescentou o ministro Ferreyros em um comunicado.

O Peru considera vitais os acordos de livre comércio para o crescimento de suas exportações, as quais poderiam avançar mais de 17 por cento este ano.

Além de ser um importante produtor de metais, o Peru é um dos principais fornecedores de produtos de pesca, como a farinha de peixe, e agrícolas, como aspargos.

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