Pesquisa aponta Obama na frente de McCain em disputa nos EUA

Sondagem mostra que democrata tem mais de oito pontos percetuais de vantagem sobre o republicano

JOHN WHITESIDES, REUTERS

21 de maio de 2008 | 12h42

O democrata Barack Obama abriu uma vantagem de oito pontos percentuais sobre o republicano John McCain no momento em que os rivais voltam suas atenções para a eleição presidencial dos EUA, afirmou uma pesquisa da Reuters/Zogby divulgada nesta quarta-feira, 21.   Veja também: Campanha de Hillary acumula US$ 31 milhões em dívidas Obama conquista a maioria dos delegados "É cedo para Obama focar ataques a McCain"  Professor da USP analisa primárias democratas  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA   Obama, que no mês passado estava empatado com McCain em uma hipotética disputa entre os dois, passou a ter em maio 48% das intenções de voto, contra 40% para o senador pelo Arizona. Neste mês, Obama assumiu de forma consistente a liderança da corrida com a também pré-candidata Hillary Clinton pela vaga do Partido Democrata no pleito nacional de novembro. O pré-candidato, no entanto, ainda não garantiu oficialmente sua participação na disputa contra McCain. A pesquisa também mostrou que Obama ampliou sua vantagem sobre Hillary na corrida democrata, vantagem essa que agora é de 26 pontos percentuais, ou o dobro do registrado na metade de abril. O fenômeno indica que os democratas começam a unir forças ao redor de Obama e a se prepararem para as eleições gerais. "Obama tem sido muito resistente, enfrentando bem os períodos difíceis e saindo-se muito bem com os eleitores independentes", afirmou o especialista em pesquisas John Zogby. "A corrida com McCain promete ser muito acirrada."   A pesquisa foi realizada entre quinta-feira e sábado, período em que Obama viu-se criticado pelo presidente norte-americano, George W. Bush, e por McCain devido à promessa dele de negociar com líderes estrangeiros considerados hostis sem impor qualquer precondição. O salto dado pelo pré-candidato nas disputas com McCain e Hillary ocorre depois de um mês no qual se viu atingido por uma série de percalços e sofreu duas grandes derrotas para a adversária de partido, na Pensilvânia e na Virgínia Ocidental. As pesquisas ocorreram após Obama ter rompido relações com o reverendo Jeremiah Wright, ex-pastor dele que deu uma série de declarações responsáveis por reacender a polêmica em torno de comentários controvertidos dele sobre racismo e religião. O pré-candidato também sobreviveu a uma onda de indignação surgida após ter dito que os moradores das cidadezinhas norte-americanas eram pessoas "amargas" que se apegavam às armas e à religião devido a suas frustrações com as dificuldades econômicas que enfrentavam. Na terça-feira, Obama chegou mais perto de sacramentar a vaga democrata. Ele venceu Hillary nas prévias do Oregon, mas perdeu a disputa em Kentucky. De toda forma, com os votos recebidos nos dois Estados, o pré-candidato conquistou a maioria dos delegados eleitos. Os resultados colocam-no perto da cifra de 2.026 delegados necessários para garantir sua vitória na disputa interna do Partido Democrata. Faltam serem realizadas apenas mais três prévias antes de o processo chegar ao fim, no dia 3 de junho. A pesquisa nacional com 516 prováveis eleitores das prévias democratas possui uma margem de erro de 4,4 pontos percentuais. A enquete sobre a disputa nacional entre McCain e os dois pré-candidatos democratas entrevistou 1.076 prováveis eleitores e possui uma margem de erro de 3,3 pontos percentuais.

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