Pesquisa até ganhou prêmio da Unesco

A técnica de plantio do broto da batata, desenvolvida pelo pesquisador José Caram, conquistou, em 2002, um prêmio da Organização das Nações Unidas (Unesco), como fonte de trabalho e renda e emprego no campo. Segundo Caram, a Unesco considerou que o baixo investimento para o plantio de batatas dava grande incentivo aos pequenos produtores.Outra grande conquista para a bataticultura brasileira foi a vinda de uma comitiva de professores e pesquisadores chineses para observar o desenvolvimento da tecnologia.PATENTEA comitiva mostrou interesse em patentear a tecnologia, que somente agora começou a ser patenteada pelo Governo do Estado de São Paulo. Os pesquisadores chineses se mostraram interessados também na transferência da tecnologia e no desenvolvimento do plantio do broto de batata em seu país.Outra possibilidade que pode se tornar viável a curto prazo é a de produtores brasileiros exportarem os brotos de alta qualidade para o país asiático. A proposta foi aceita com grande entusiasmo pelos chineses. A parceria com a China pode mudar totalmente o rumo do mercado da batata brasileiro, que atualmente é importador das batatas-semente de países europeus, e passaria a exportar a tecnologia de baixo custo em grandes quantidades para a China.Segundo Caram, a intenção dos chineses é usar a batata como uma das principais fontes de alimento para sua população, de 1 bilhão e 300 milhões de habitantes. O baixo custo de instalação da tecnologia, aliado à grande produtividade, tornam o plantio de batata em larga escala extremamente atraente para a China.

Luiz Gallo, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2007 | 04h34

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