Pesquisa mostra Romney sob ameaça na primária da Carolina do Sul

O pré-candidato republicano Mitt Romney tenta reagir ao avanço dos seus rivais no Estado da Carolina do Sul e enfrenta crescente pressão para divulgar dados sobre seu vasto patrimônio.

REUTERS

19 de janeiro de 2012 | 08h59

Uma nova pesquisa da CNN divulgada na quarta-feira - três dias antes da eleição primária na Carolina do Sul - mostra que a vantagem de Romney sobre o segundo colocado no Estado, Newt Gingrich, caiu para 10 pontos percentuais (33 x 23 por cento), depois de chegar a 19 pontos há duas semanas.

Esses resultados, e a clara sensação de urgência na campanha de Romney, sugerem que a pressão de Gingrich sobre Romney, cobrando a declaração do seu patrimônio e tentando taxá-lo de elitista alienado, pode ter ecoado junto ao eleitorado da Carolina do Sul, onde o desemprego está próximo de 10 por cento.

Curtis Loftis, coordenador da campanha de Romney na Carolina do Sul, fez um apelo ao eleitorado para que compareça às urnas. "Temos de trabalhar mais duro do que vocês sabem. Temos de levar todo mundo às urnas, do contrário não conseguiremos mandar Barack Obama para casa", disse ele a uma plateia num subúrbio de Colúmbia.

Romney venceu as duas primeiras etapas da disputa interna do Partido Republicano pela indicação à presidência e lidera as pesquisas em nível nacional. Ele é visto como moderado demais por eleitores conservadores do partido, mas por outro lado é apontado nas pesquisas como o candidato mais viável para derrotar o democrata Barack Obama, candidato à reeleição, na eleição geral de novembro.

Gingrich, ex-presidente da Câmara dos Deputados, parece ter encontrado uma linha de ataque eficaz nos últimos dias, sendo aplaudido nos discursos em que enfatiza a necessidade de criar empregos.

Ao mesmo tempo, o ex-deputado tem recuado da estratégia de criticar Romney por empregos perdidos em companhias que ele adquiriu na época em que comandava a firma de investimentos Bain Capital.

Mas Romney, ex-governador de Massachusetts, continua enfrentando problemas por conta da sua passagem pela iniciativa privada. Dono de uma fortuna estimada em 270 milhões de dólares, ele admitiu nesta semana que só paga cerca de 15 por cento de imposto de renda - bem menos que a alíquota da maioria dos assalariados norte-americanos. Isso acontece porque a legislação taxa mais os salários do que os lucros financeiros.

Gingrich entrou de bom grado na discussão sobre a justiça desse sistema, e declarou na quarta-feira que sua alíquota do IR é de 31 por cento.

Pressionado a divulgar suas declarações de imposto, Romney disse num debate na segunda-feira à noite que fará isso em abril, quando termina o prazo oficial para que candidatos apresentem essa declaração - mas quando a maioria dos Estados já terá feito suas eleições primárias.

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