Pessoa física vira filão para corretoras

Empresas especializadas nesse público já estão no topo do ranking

, O Estadao de S.Paulo

23 de novembro de 2009 | 00h00

Corretoras de valores e outros agentes do mercado também estão de olho no filão representado por investidores individuais. E os que já nasceram olhando para esse público colhem agora os frutos da aposta.

O melhor exemplo desse fenômeno é a XP Investimentos, com sede em Porto Alegre. A corretora, fundada há oito anos com foco nesse cliente promissor, já aparece entre as dez maiores corretoras da BM&FBovespa em volume de operações, à frente de corretoras de grupos financeiros tradicionais, como o Bradesco.

Desde que foi criada, a XP Investimentos focou em programas de educação financeira, atendimento personalizado e em ferramentas online para disseminar informação. Hoje, a empresa mantém em sua carteira 50 mil clientes, dos quais 90% são pessoas físicas.

"Nosso DNA é atender esse público", diz Marcelo Maisonnave, um dos fundadores da empresa gaúcha.

O Bradesco, porém, avançou no segmento de outra forma. Em março do ano passado, adquiriu a Ágora, corretora até então independente e líder de mercado no segmento de home broker (instrumento de negociação de ações pela internet, bastante utilizado por pessoas físicas).

A corretora Alpes também tem surfado nessa nova onda. Há quatro anos, ela criou a marca WinTrade para atender apenas os investidores individuais. "Nossa base de clientes tem crescido 300% ao ano", diz o diretor de marketing da Alpes, Roberto Lee.

O executivo conta que a companhia está se expandindo ao absorver uma massa de investidores que deixou de aplicar em investimentos de renda fixa, a partir da queda de juros no mercado brasileiro. "Na Bolsa, ele mantém seu perfil de longo prazo, investindo um pouco todo mês", comenta Lee.

A corretora vê potencial para abocanhar 1 milhão de clientes em cinco anos - ou 20% da meta traçada pela BM&FBovespa para o mesmo período. "Estamos vendo só o começo desse fenômeno", acredita Lee.

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