Petista e lulista, Padilha ganhou proximidade com Dilma

Alexandre Padilha, que assumirá o ministério da Saúde no governo de Dilma Rousseff, é médico infectologista. Com a indicação, o PT retoma a pasta que estava na esfera do PMDB e afasta pretensões do ex-ministro Ciro Gomes (PSB).

REUTERS

20 de dezembro de 2010 | 20h12

O governador do Rio, Sérgio Cabral, chegou a anunciar seu secretário da Saúde, Sérgio Côrtes, para o ministério, em atitude antecipada que não recebeu a confirmação de Dilma.

Militante petista desde o movimento estudantil, assumiu a pasta das Relações Institucionais em setembro de 2009 responsável pela articulação política.

Quando ocupava a subchefia de Assuntos Federativos do Planalto, Padilha, de 39 anos, acompanhava a então ministra da Casa Civil em reuniões da base aliada. Ficou no posto no período entre 2007 e 2009 e tinha sob sua responsabilidade o relacionamento com prefeitos e governadores.

Na eleição presidencial deste ano, pediu férias do cargo para atuar junto à campanha de Dilma.

Na sua posse na SRI (sigla da pasta) no ano passado, não escondeu sua forte ligação com o PT e disse que entrou para a política inspirado na atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"A minha geração começou na política e só se juntou na política pela liderança do senhor (Lula)", disse Padilha no discurso de posse.

Lula aproveitou para ironizar a fala do então novo assessor. "Se eu soubesse que Padilha era tudo isso, tinha indicado alguém menos lulista e petista".

Morou na Amazônia e em 2004, assumiu um departamento de saúde da Funasa. Nunca concorreu a um cargo público. É ciclista e informa sobre seus roteitos na página que tem no Twitter.

Neste final de ano, Padilha ainda trava batalha junto ao Congresso para segurar pressões de gastos no Orçamento da União de 2011 que possam ficar como herança para o primeiro ano de nova presidente.

Padilha, que nasceu em 14 de setembro de 1971, substituiu na SRI o deputado José Múcio Monteiro (PTB). Também já ocuparam o ministério das Relações Institucionais Walfrido Mares Guia, Jaques Wagner, Aldo Rebelo e Tarso Genro.

(Texto de Carmen Munari)

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