Petrobras: coluna de óleo de Carcará é importante

A coluna de óleo encontrada pela Petrobras no prospecto de Carcará, no pré-sal da bacia de Santos, é "extremamente importante", mas o potencial da jazida só será estimado após a empresa terminar as perfurações na área.

Reuters

15 de agosto de 2012 | 16h42

"A Petrobras só determinará qual o potencial de Carcará quando terminar de perfurar a área com óleo", declarou o diretor de Exploração e Produção, José Formigli, em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira.

Especialistas ouvidos pela Reuters apontaram que Carcará pode ter um reservatório gigante.

Mas Formigli evitou fazer estimativas para a reserva.

No início desta semana, a empresa anunciou uma coluna de 400 metros no prospecto.

"Uma coluna de 400 metros é importante, mas não adianta ter uma coluna longa sem permeabilidade", explicou Formigli.

Questionado por jornalistas, que pediram mais detalhes, ele citou o campo de Marlim, um dos maiores campos operados pela Petrobras.

"Temos que lembrar que uma coluna de petróleo é de três dimensões. No caso de Marlim, temos um espraiamento sensacional. Por isso Marlin é o que é", comentou.

Ele salientou que ainda não foram feitos estudos suficientes para se delimitar a reserva, como perfurações em outros pontos da região.

Localizado a 232 quilômetros do litoral do Estado de São Paulo, em lâmina d'água de 2.027 metros, o poço ainda está sendo perfurado dentro da zona de óleo, a 6.213 metros de profundidade.

A Petrobras é operadora do consórcio que explora Carcará, com 66 por cento de participação, em parceria com a Petrogal Brasil (14 por cento), Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás Ltda (10 por cento) e Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A. (10 por cento).

Em entrevista à Reuters nesta semana, o presidente da Barra Energia, João Carlos de Luca, disse que a coluna de 400 metros "está entre as mais expressivas".

É umas das mais significativas descobertas já realizadas no pré-sal ...", afirmou o executivo na segunda-feira, após a divulgação do comunicado ao mercado.

(Por Jeb Blount e Leila Coimbra)

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