Petrobras compra óleo leve para abastecer refinaria no Japão

A Petrobras adquiriu o primeirocarregamento de petróleo leve para abastecer a refinaria deNansei Sekiyu KK, no Japão, que deve ser controlada pelacompanhia brasileira a partir de março, segundo fontes próximasàs negociações na quarta-feira. Segundo o diretor de Abastecimento da Petrobras, PauloRoberto Costa, a partir de agora a estatal fará comprasregulares de petróleo leve para a refinaria. "Como a gente está assumindo oficialmente a refinaria emabril, já colocamos nossos negociadores em campo, reforçamos aequipe e vamos regularmente ao mercado", disse Costa à Reutersno Brasil, sem dar detalhes. A estatal comprou 650 mil barris de petróleo da Austráliapor meio da trading japonesa Mitsubishi, com embarque previstopara abril e prêmio de aproximadamente 1 dólar o barril sobre opetróleo Tapis --referencial na Ásia. A Petrobras também adquiriu da estatal argelina Sonatrachum carregamento de petróleo Saharan Blend com embarque paraabril. A empresa africana aluga tanques de armazenagem naCoréia do Sul. Informações sobre preços e volume ainda nãoforam divulgadas. A Petrobras, responsável por uma produção de quase 2milhões de barris de petróleo por dia no Brasil, raramentecompra a commodity nos mercados asiáticos, nos quais, em geral,vende o produto, principalmente para a China. A Petrobras adquiriu uma participação de 87,5 por cento daExxonMobil na Nansei Sekiyu no ano passado. O acordo deve serfinalizado até próximo mês e representa o primeiro investimentoda petroleira brasileira numa refinaria asiática. A japonesa Sumitomo Corp é proprietária dos 12,5 por centorestantes da Nansei Sekiyu, localizada na porção sul da ilha deOkinawa. O Brasil produz essencialmente petróleo bruto pesado, mas arefinaria foi projetada para trabalhar com petróleo de grausmais leves. A Petrobras e a Sumitomo planejam realizar uma reforma de900 milhões de dólares na refinaria até o final de 2010, com oobjetivo de processar um volume maior da produção brasileira depetróleo, de acordo com a Sumitomo em novembro passado. (Com reportagem adicional de Denise Luna, no Rio deJaneiro)

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