Petrobras diz que alta do combustível virá; não há prazo

Um aumento dos combustíveis no Brasil é algo que ocorrerá "certamente", mas ainda não há prazo para isso acontecer, afirmou nesta terça-feira a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster.

Reuters

16 de outubro de 2012 | 16h00

"O aumento de combustíveis certamente virá. Quando? Não tem data, é importante dizer. Quando? Não tem data", afirmou ela a jornalistas após ser homenageada em almoço no Copacabana Palace, promovido pelo Lead (Grupo de Líderes Empresariais).

Ela disse ainda que o aumento dos combustíveis não ocorrerá no curto prazo.

De acordo com a executiva, a empresa não vai esperar um aumento de combustível para melhorar seu fluxo de caixa, e por isso busca operar de forma mais eficiente.

A Petrobras atualmente trabalha com margens ruins na área de abastecimento por importar combustível a preços mais altos do que vende no mercado interno.

A executiva disse que um esperado aumento da mistura de etanol na gasolina seria importante para a empresa, pois reduziria a necessidade de importação do combustível fóssil. Mas a presidente ressaltou que seria necessária uma oferta satisfatória do biocombustível.

Especialistas trabalham com a possibilidade de uma produção maior de etanol no ano que vem, quando a mistura poderia subir para 25 por cento, ante os atuais 20 por cento.

A ação da Petrobras operava em queda de 0,88 por cento às 15h55, enquanto o Ibovespa subia 0,07 por cento. O petróleo Brent operava em baixa de 0,6 por cento no mesmo horário.

Segundo Graça Foster, como ela prefere ser chamada, a empresa está buscando a experiência de parceiros da China e da Coreia do Sul para os projetos das novas refinarias.

(Reportagem de Leila Coimbra e Rodrigo Viga Gaier; texto de Roberto Samora)

Tudo o que sabemos sobre:
ENERGIAPETROBRASCOMBUSTIVELATUA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.