Petrobras diz que refinarias operam com 97% da capacidade

A Petrobras processou, em média, 2,034 milhões de barris de petróleo por dia nos primeiros 11 meses de 2013, o equivalente a 97 por cento da capacidade.

JEB BLOUNT, Reuters

08 de janeiro de 2014 | 07h36

Isso significa um aumento de 8 por cento em relação ao mesmo período de 2012, quando as refinarias da Petrobras processaram, em média, 1,9 milhão de barris por dia.

A Petrobras tem operado suas refinarias a quase total capacidade em um esforço para reduzir importações de gasolina e diesel que são vendidos com uma perda diante dos controles de preço de combustível pelo governo.

As 13 refinarias da companhia não conseguem dar conta da demanda doméstica por gasolina e outros produtos, forçando a sexta maior economia do mundo a comprar combustível de lugares como Estados Unidos e Índia.

Representantes do sindicato e especialista da indústria de petróleo dizem que forçar a operação das refinarias tão próxima da capacidade é insustentável no médio e longo prazos, elevando o risco de acidentes por causa de atrasos na manutenção.

Trabalhadores nas refinarias da Petrobras alertaram a companhia em outubro de que uma das unidades-chave da empresa que agora está parada depois de um incêndio operava "perigosamente" acima da capacidade, disseram representantes do sindicato à Reuters na segunda-feira.

O incêndio provocou a parada da unidade de coque na refinaria Reduc (RJ) no sábado. A refinaria processa 242 mil barris de petróleo por dia. A Petrobras disse que espera reiniciar as operações na unidade na sexta-feira e que o restante da refinaria operava normalmente.

Especialistas da indústria dizem que a unidade é responsável por 30 por cento da produção de diesel e gasolina da refinaria.

O incidente na Reduc ocorre após um incêndio em novembro que deixou a refinaria da Petrobras Repar, que processa 200 mil barris por dia e fica próxima de Curitiba (PR), fora de serviço por quase um mês. O incidente também obrigou a empresa a contratar uma frota de navios para importar combustível de emergência.

A Petrobras rejeitou críticas do sindicato, dizendo em comunicado que mantém os mais altos padrões de manutenção. A empresa afirmou que o aumento de processamento de refinarias foi devido a novas unidades que entraram em operação em 2012, juntamente com a melhoria da eficiência e da eliminação de gargalos.

(Reportagem adicional de Anthony Boadle)

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