Petrobras diz ter financiamentos necessários para plano

A Petrobras já obteve no mercado financiamentos suficientes para cobrir o plano de investimentos até 2013, afirmou o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa.

REUTERS

29 de junho de 2009 | 12h09

Segundo ele, a empresa já conseguiu no mercado, desde o lançamento do plano, mais de 30 bilhões de dólares.

"São suficientes para a empresa até 2013 a preços correntes. O plano é perfeitamente exequível e vai nos levar a crescimento em todos os setores", disse nesta segunda-feira Barbassa a jornalistas, após evento no Rio de Janeiro.

"Estamos bastante confortáveis."

O volume de financiamentos deve se somar à geração de caixa da companhia para a execução do plano, cujos investimentos previstos são de 174,4 bilhões de dólares.

Barbassa citou entre os financiamentos já obtidos pela Petrobras os 25 bilhões de reais conseguidos junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social); 6,5 bilhões de dólares por meio de um pool de bancos; 2 bilhões de dólares do US Exim Bank, além dos 10 bilhões de dólares junto ao Banco de Desenvolvimento da China.

Apesar de já ter conseguido no mercado cobrir as necessidades de financiamentos, o diretor disse que a empresa pode fazer novas operações.

"Mesmo com o plano de financiamento coberto, é sempre bom ter sobra de caixa. Dinheiro bom é dinheiro no caixa, até para administrar o passivo da companhia, não vamos sair do mercado", disse Barbassa, em café da manhã com jornalistas.

PRÉ-SAL

Após criticar o rebaixamento da Petrobras por agências de classificação de risco (veja mais em ), Barbassa disse que a companhia está desenvolvendo um projeto de redução de custos para a exploração da camada pré-sal.

De acordo com Barbassa, a redução de custos inclui uma maior automação das plataformas, o que reduziria o número de trabalhadores, modificações nos projetos das plataformas e a redução de perfuração de poços pela empresa.

Estimativas da empresa feitas em 2008 apontavam para necessidade de 30 poços para a produção de 120 mil barris/dia no pré-sal, sendo 20 para produção e dez para a rejeição.

Mas estudos mais recentes, acrescentou Barbassa, reduziram o número de perfurações para 20, sendo 12 para produção e 8 para injeção.

"Já aumentamos a produtividade, reduzir em dez poços significa uma economia de mais de 1 bilhão de dólares por plataforma, porque cada poço custa mais de 100 milhões de dólares."

Hoje em uma plataforma de grande porte trabalham cerca de cem pessoas, e Barbassa disse que a empresa quer melhorar o monitoramento em terra, reduzindo assim os profissionais embarcados.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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