Petrobras garante projetos de obras já iniciadas

O preço do petróleo entre 60 e 70 dólares viabiliza todos os projetos da Petrobras, inclusive de exploração do pré-sal, mas somente após a divulgação do Plano Estratégico da companhia no final do ano será possível prever se os cronogramas de todas as obras serão mantidos. Diante do agravamento da crise financeira que reduziu o crédito no mundo, apenas as obras que já começaram estão garantidas, de acordo com o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. "As obras que já foram iniciadas não têm problema... só tenho certeza das que já começaram", disse Costa ao ser perguntado se haveria atraso nas novas refinarias da companhia. Com isso, estão garantidas pelo menos as datas do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), previsto para 2012, e da refinaria de Pernambuco, esta última em parceria já confirmada com a venezuelana PDVSA, prevista para 2011. Em seu plano atual de investimentos, para o período 2008-2012, a Petrobras prevê um parque de refino de 3,5 milhões de barris diários, contra os cerca de 1,9 milhão de barris atuais. Além do Comperj e a Abreu Lima, a empresa anunciou antes da crise financeira que pretendia construir mais duas refinarias direcionadas para produtos de alta qualidade, sendo uma no Ceará e outra no Maranhão. Somando os quatro projetos --Comperj, Abreu Lima, Ceará e Maranhão-- o parque de refino da empresa cresceria em 1,2 milhão de barris. Os 400 mil barris restantes para chegar à meta de 3,5 milhões de b/d seriam produzidos fora do país, segundo Costa. "Temos 100 mil (b/d) de Pasadena e mais 100 mil no Japão, mesmo com todo esforço de investimento no Brasil ainda temos esse espaço", disse, referindo-se aos 200 mil b/d que faltam para completar a meta. O executivo disse que já avaliou a compra da refinaria da Valero, em Aruba, mas não quis dar detalhes. "Posso dizer que agora não estamos discutindo isso", limitou-se a dizer. A ampliação da refinaria de Pasadena, em Houston, que foi objeto de arbitragem internacional, também aguarda para ser avaliada. "Demos o primeiro passo que foi a parte jurídica, não sabemos o valor da unidade, isso deve ser definido até o final do ano", avaliou. O volume restante para aquela meta de 3,5 milhões de barris seria completado com a ampliação de Pasadena e pela eventual compra da refinaria da Valero. (Por Denise Luna)

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