Petrobras quer royalties resolvidos para garantir novos leilões

A Petrobras quer a resolução do impasse sobre a divisão de royalties do petróleo para garantir leilões de novas áreas de concessão e o andamento de projetos no pré-sal, disse a presidente da empresa nesta segunda-feira.

GUSTAVO BONATO, Reuters

26 de novembro de 2012 | 16h47

"Que seja resolvido da forma que traga menor desentendimento possível e que haja o máximo de aceitação", disse Maria das Graças Foster, referindo-se à polêmica gerada pela recente aprovação no Congresso de um projeto que aumenta os royalties para Estados e municípios não produtores e reduz a fatia dos produtores.

A presidente Dilma Rousseff tem até o dia 30 de novembro para sancionar o projeto de lei, ou vetar, o projeto que modifica a partilha dos royalties.

Protestos estão ocorrendo na tarde desta segunda-feira no Rio de Janeiro, um dos Estados mais prejudicados pelo novo rateio de recursos.

"Nós pagamos (os royalties) e para nós, do ponto de vista econômico, não faz diferença um modelo ou outro modelo", disse Graça Foster, como a executiva da Petrobras prefere ser chamada, durante evento em São Paulo.

Ela disse que quer ver a equação resolvida da maneira mais rápida possível, evitando eventuais questionamentos judiciais no futuro.

As licitações de novas áreas para exploração de petróleo, o que não ocorre desde 2008, provavelmente só devem sair após a definição sobre a partilha pelos Estados.

"Nós precisamos que hajam as licitações. É um grande patrimônio esse momento em que você tem uma certa frequência nas licitações e que você pode ter o enriquecimento do portfólio de projetos para o futuro."

Por outro lado, apesar do impasse sobre os royalties, Graça Foster disse que a Petrobras não trabalha com alteração nas datas divulgadas para os leilões, em maio e novembro de 2013.

Para novembro do ano que vem, está previsto o primeiro leilão de áreas do pré-sal, o que desperta interesse de investidores globais.

IMPORTÂNCIA DO PRÉ-SAL

"Precisamos dos novos leilões (nas bacias do pré-sal) porque um dos grandes bens, grande valor, de uma companhia de petróleo é o seu portfólio. É o seu 'novo'. É o que ela vai investir nos próximos anos", disse Graça Foster, em sua palestra.

Como exemplo da importância do pré-sal, ela citou a produção recorde de 223,7 mil barris em 26 de setembro.

Naquele mês, no qual a estatal teve o pior nível de produção desde 2008 no Brasil , as novas áreas do pré-sal contribuíram com 10 por cento da extração total da empresa, evitando um resultado ainda pior.

"Nós tivemos resultados espetaculares no que se refere aos jovens campos do pré-sal."

Para 2020, a presidente projeta que 47 por cento do petróleo extraído pela Petrobras virá de campos do pré-sal.

Por volta das 16h41, as ações da Petrobras operavam em queda de quase 1 por cento, enquanto o Ibovespa caía 1,1 por cento.

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