Petroleiras dão sinais de que vão deixar o País

Petroleiras internacionais que atuam no País já começam a dar sinais de desânimo com as mudanças no cenário internacional de petróleo e a falta de oportunidades no País, por causa do recesso nos leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o novo modelo para o pré-sal. Pelo menos uma delas, a americana Devon, já confirmou sua saída e colocou à venda seus ativos brasileiros, entre eles o campo de Polvo, localizado na Bacia de Campos, que já está produzindo.

Kelly Lima e Nicola Pamplona, RIO, O Estadao de S.Paulo

26 de novembro de 2009 | 00h00

A italiana Eni ainda não anunciou oficialmente sua retirada, mas informou seus funcionários a intenção de reduzir as atividades no País. A companhia já contratou o banco Santander para buscar interessados para sua distribuidora Gas Brasiliano e prevê também reduzir sua presença na área exploratória, após cumprir prazos estabelecidos com a ANP. A visão interna é que não há oportunidades de crescimento.

Há ainda, segundo fontes do mercado, rumores de que pelo menos outras duas americanas, a El Paso e a Hess, estariam em busca de compradores para seus ativos, preparando-se para deixar o País. A El Paso nega oficialmente a informação e afirma que está interessada em conquistar, finalmente, as licenças ambientais para desenvolver seus campos na Bahia. A companhia tem 14 concessões entre a costa baiana e o norte capixaba.

Já a Hess, não comenta oficialmente o assunto, mas uma fonte da empresa diz que há interesse da companhia em participar de novo leilão. A mesma fonte descarta, entretanto, participar de contratos de partilha, como prevê o novo modelo para as áreas do pré-sal. Com 40% no bloco BM-S-22, operado pela Exxon, a Hess é a única, entre as que tiveram seu nome envolvido nos rumores do mercado, a estar presente numa área onde já houve descobertas.

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