PF-AL apreende armas e munição em poder de deputado

A Polícia Federal de Alagoas cumpriu hoje cinco mandados de busca e apreensão em imóveis do deputado estadual Marcelo Victor (PTB). Segundo a PF, o parlamentar, que já respondeu a processo por um crime de homicídio, foi autuado em flagrante por posse de munição de uso restrito do Exército Brasileiro. Os agentes da PF procuravam armas pertencentes ao parlamentar e estiveram em duas propriedades dele em Maceió e em outra no município de Palmeira dos Índios, a 137 quilômetros da capital alagoana. Outros dois mandados de busca foram cumpridos na cidade do Recife, onde o parlamentar também tem residência. Em seu poder, também foi encontrada uma pistola 380 milímetros, além de uma outra arma recolhida no interior do Estado.

RICARDO RODRIGUES, Agencia Estado

19 de junho de 2009 | 15h57

O parlamentar foi ouvido pela PF e disse que suas armas estão legalizadas. Quando saía de sua casa, em Maceió, Marcelo Victor afirmou que estava tranquilo quanto aos mandados de busca e apreensão que foram realizados pela PF nos imóveis da família dele. "O que aconteceu foi uma coisa simples, um trabalho de rotina da Polícia Federal. Os mandados foram cumpridos e a polícia encontrou a minha pistola 380 milímetros, que está registrada, e posso provar. Vou prestar os esclarecimentos necessários e tudo ficará resolvido", declarou.

Quanto à outra arma, que teria sido encontrada pela PF em um imóvel seu em Palmeira dos Índios, o deputado não quis se comprometer. "Não posso responder por aquilo que não sei. Não estava nessas outras residências, por isso não faço ideia do que foi encontrado. A única coisa que tenho certeza é de que, no dia 13 de maio deste ano, depois da decisão do Tribunal de Justiça de Alagoas, eu devolvi todas as sete armas e o material de recarga que estavam em situação irregular", disse ele à imprensa. Ele declarou também que possui armas para fins esportivos e que é atirador inscrito na Confederação Brasileira de Tiro. "Tenho arma para uso esportivo", declarou o parlamentar.

Marcelo Victor foi acusado de matar um rapaz no carnaval fora de época de Arapiraca, a "Micaraca". Na época, ele era menor de idade e ficou recolhido em uma das unidades de internação de menores infratores. No entanto, a situação dele se complicou quando a polícia descobriu que o registro de nascimento teria sido alterado para que ele tivesse idade suficiente de ter acesso ao serviço público: um emprego que o pai - o ex-deputado estadual Gervásio Raimundo - arrumou para ele na Assembleia Legislativa de Alagoas.

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