PF desarticula quadrilha que extraía ouro ilegalmente

A Polícia Federal iniciou na manhã desta terça-feira a Operação Eldorado, destinada a desarticular uma organização criminosa responsável pela extração ilegal de ouro e comercialização no Sistema Financeiro Nacional. Segundo comunicado da PF, a operação pretende cumprir 28 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão em sete Estados do Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste do País: Pará, Rondônia, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Outras oito pessoas são procuradas para prestar depoimento sobre os crimes.

FELIPE TAU, Agência Estado

06 de novembro de 2012 | 14h31

Mais de 300 policiais federais participam das buscas, além de 80 agentes dos locais onde era extraído o ouro e de fiscais do Ibama - eles participam da investigação desde o início, em fevereiro, informa a PF.

As buscas foram conduzidas pela Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvio de Recursos Públicos, que constatou a prática de crimes ambientais - exploração ilegal de recursos minerais, destruição de áreas de preservação permanente e poluição -, crimes contra a ordem econômica - usurpação de bens da União - e contra o Sistema Financeiro Nacional, além de lavagem de dinheiro.

O ouro extraído das áreas indígenas e dos garimpos ilegais, segundo a Polícia Federal, era adquirido por empresas distribuidoras de títulos de valores mobiliários (DTVM''s). Após dissimular a origem dos metais, elas o vendiam como ativo financeiro para investidores da cidade de São Paulo.

A investigação mostrou que três empresas estavam envolvidas no esquema, sendo que apenas uma delas movimentou sozinha mais de R$ 150 milhões.

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