PF diz que jogo do bicho age perto de forças policiais

Menos de dois meses depois de o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, fazer duras críticas à Polícia Federal por omissão no combate ao tráfico de armas e drogas, a PF aproveitou um comunicado em que divulgava operação para prender bicheiros para dizer que perto das próprias unidades policiais do Estado há intensa atuação de contraventores. Na nota, a PF escreveu que "chamou a atenção" dos agentes "a ostensividade com que esses grupos (de criminosos do jogo do bicho) atuam, alguns instalados próximos a delegacias de Polícia Civil, a batalhões da PM, e próximos ao prédio da Secretaria de Segurança Pública".

TALITA FIGUEIREDO, O Estadao de S.Paulo

02 Dezembro 2009 | 00h00

A declaração do secretário, dada pouco depois de traficantes abaterem um helicóptero da PM, motivou o Ministério Público Federal a instaurar inquérito para apurar omissão da PF no combate ao tráfico de drogas e armas no Rio. Da mesma forma que a PF não comentou as declarações de Beltrame, ontem ele informou que não comentaria a nota da PF.

Na operação Bicho Solto, foram conduzidas 73 pessoas às diversas unidades da Polícia Federal e feitas diligências em 43 locais onde foram apreendidos material de anotação da jogatina e máquinas caça-níqueis. "A ação faz parte da estratégia da Polícia Federal de enfrentamento à cúpula do jogo do bicho", informou a PF.

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