PF e MP-PR fazem operação contra sonegação fiscal

Pelo menos 300 policiais federais, civis, militares e agentes da Receita Federal e da Secretaria da Fazenda do Paraná cumpriram 93 mandados de busca e apreensão de documentos em 16 cidades do Paraná, quatro de Santa Catarina e duas de São Paulo, com vistas a coletar mais provas contra quadrilha acusada de adulteração de combustíveis, sonegação de impostos, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro, entre outros. Ninguém foi preso na operação, apesar de o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, e a Polícia Federal (PF) já terem identificado os líderes da quadrilha.

EVANDRO FADEL, Agência Estado

21 Março 2012 | 14h05

O coordenador do Gaeco em Guarapuava, Tadeu de Góes Lima, disse, em conversa com jornalistas nesta quarta-feira, que as investigações começaram em 2006, em inquérito na Polícia Civil para investigar denúncias de estelionato envolvendo proprietários de postos de combustíveis. Dois anos depois, o Gaeco instaurou procedimento investigatório criminal e começou a perceber que o esquema era maior, com falsidade ideológica e documental. Posteriormente, apareceram indícios de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, com a entrada da PF na investigação.

Segundo o coordenador do Gaeco, a quadrilha agia criminosamente a partir da criação de empresas em nome de laranjas. "Os lucros ficavam com eles (líderes) porque obtinham procurações com plenos poderes para administrar os bens", destacou. Estima-se que possam ter sido sonegados pelo menos R$ 500 milhões. De acordo com o delegado da Polícia Federal em Guarapuava, Maurício de Brito Todeschini, para tentar ludibriar as autoridades, havia frequente troca de pessoas como sócios das empresas. Nas investigações foi possível identificar pelo menos cem empresas. Os documentos apreendidos nesta quarta-feira podem levar à identificação de outras.

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