PF faz operação contra adulteração de leite em MG

A Polícia Federal (PF) cumpriu hoje mandados de busca e apreensão em duas grandes produtoras de leite nas cidades de Campo Belo e Leopoldina, em Minas Gerais. A Operação Ouro Branco II foi deflagrada para, segundo a PF, "desbaratar esquema de adulteração de leite, de ampla venda no mercado mineiro".

EDUARDO KATTAH, Agência Estado

17 Junho 2011 | 17h53

Foram cumpridos mandados na Cooperativa dos Produtores de Leite de Leopoldina de Responsabilidade - que produz a marca de leite LAC - e na empresa Novamix Industrial e Comercial de Alimentos, produtora da marca Fazenda Mineira.

Conforme a PF, laudos periciais indicaram que no leite tipo UHT longa vida integral das empresas estariam sendo "acrescentados água e/ou açúcar e cloretos, o que os torna impróprios ao consumo humano". A PF informou que as buscas policiais tinham por objetivo a coleta de amostras nos locais de produção e a arregimentação de provas "atinentes à fraude, inclusive testemunhais".

A operação foi realizada em conjunto com o Ministério Público Estadual e contou com apoio do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), vinculado ao Ministério da Agricultura.

A ação de hoje remete à Operação Ouro Branco, que em outubro de 2007 resultou na prisão de 27 pessoas nos municípios mineiros de Uberaba, no Triângulo Mineiro, e Passos, no sul do Estado. Duas cooperativas foram acusadas de adulterar leite longa vida integral de várias marcas. A quadrilha, segundo a PF, usava produtos impróprios para o consumo, como água oxigenada e citrato de sódio, e até soda cáustica para aumentar o prazo de validade do produto.

O diretor comercial da Novamix, Maurício Cardoso Franco, confirmou a ação na unidade de Campo Belo, mas disse que a empresa desconhecia os motivos que levaram ao cumprimento do mandado. Segundo ele, os agentes federais colheram amostras do produto. "Não houve apreensão", afirmou. "Estamos tranquilos em relação a isso, em relação aos nossos procedimentos e à nossa qualidade."

A reportagem entrou em contato com a cooperativa de Leopoldina, mas uma funcionária informou que não havia nenhum diretor na empresa para falar sobre o assunto.

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